Mulher, essa coisa assustadora (reloaded)
Não tenho certeza, mas acho que já escrevi um texto com esse titulo. A questão é que esse pequeno mantra sempre se repete na minha cabeça e adoro todo o significado e simbolismo por trás dele. Usarei-o novamente.
Como todo escritor de final de semana (ou pior, de final de mês), sinto-me impulsionado a começar minha dissertação de hoje com o maior show de obviedade que meu intelecto consegue pensar. Aqui vai: descobri que as mulheres são cheias de defeitos. Com essa frase digna de prêmios de originalidade acabei de coroar a loucura masculina atrás dessas criaturas doces e irresistíveis que são as mulheres.
É muito fácil se apaixonar por alguém. Escolhemos uma mulher boa, gentil, carinhosa e nos concentramos nessas qualidades. Idealizamos todo o futuro baseados nas premissas acima. E lentamente, conforme o tempo passa e os fatos passam, ficamos mais conscientes de sua humanidade. Está sujeita aos mesmos erros e burradas que nós homens estamos sujeitos... E de repente deixam de ser perfeitas.
Mas é ai que acredito que esteja o erro de conceito. Na palavra perfeição. A devoção do homem pela mulher não está apenas na concentração de qualidades divinas, mas na imprevisibilidade de seus atos. Amamos pelo seu sorriso, pela bondade, pela maneira como gesticulam quando falam, e de uma hora para outra nos mostram algum defeito (e passam a testar os limites de nossa paciência). Mas quando você consegue passar por esse momento de divergência (quando é possível) descobre que ainda ama essa criatura. Passa a compreender e relevar essas pequenas loucuras, e pequenos defeitos. E com essa facilidade descobre outro sentido para a palavra perfeição.
Perfeição: ser par ideal para alguém. Amá-la incondicionalmente. Dedicar-se ao prazer de decifrá-la... e se perder na loucura e glória eterna dessa tarefa.
Todo mundo tem seus defeitos. Mas ainda sim é possível encontrar perfeição.

Leia este blog no seu celular